Dois formatos, um mesmo propósito
IPv4 é o formato clássico, escrito como quatro números separados por ponto (ex: 189.45.12.201). Ele foi desenhado nos anos 80 com cerca de 4,3 bilhões de endereços possíveis — número que parecia inesgotável na época, mas que se esgotou globalmente com o crescimento da internet.
IPv6 foi criado para resolver esse esgotamento: usa um formato bem mais longo (hexadecimal, separado por dois-pontos, ex: 2804:14d:abcd::1) com um espaço de endereços praticamente impossível de esgotar. Tecnicamente os dois fazem a mesma coisa — identificar um dispositivo na rede —, só que IPv6 não depende de mecanismos de compartilhamento de endereço como o CGNAT.
Qual você está usando
No Brasil, a maioria das conexões residenciais ainda opera majoritariamente sobre IPv4, muitas vezes atrás de CGNAT (vários clientes dividindo o mesmo IP público). Redes móveis e ISPs mais modernos já entregam IPv6 nativamente — se a ferramenta de verificação de IP mostrar um endereço no formato longo com dois-pontos, sua conexão até ali é genuinamente IPv6, não há nada errado.